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  09 de outubro de 2004 - da redação em fortaleza  
  Fortaleza vira foco estratégico de disputa no 2° Turno
 

A disputa pela Prefeitura de Fortaleza entre o pefelista Moroni Torgan e a petista Luizianne Lins pode projetar o município nacionalmente como principal cenário de disputa entre as duas forças políticas no segundo turno. Um dos sinais veio ontem, com a chegada à cidade do secretário nacional do PFL, Saulo Queiroz. Nos bastidores circula a informação de que ele vai participar da coordenação de campanha de Moroni.

Ex-coordenador da pré-campanha presidencial de Roseana Sarney (PFL-MA), Saulo disse ontem que uma das estratégias é montar uma rede de apoio em torno de Moroni de pefelistas de expressão nacional, a partir da próxima semana. Dois desses nomes já estão certos: o prefeito reeleito do Rio de Janeiro (RJ) César Maia, e o prefeito de Salvador (BA) Antônio Imbassahy. Também está prevista a presença de parlamentares, inclusive do senador e presidente nacional da sigla, Jorge Bornhausen (SC).

A presença dos dois prefeitos em Fortaleza não é à toa. Já listados entre os melhores prefeitos do país, eles serão exibidos como exemplos de competência administrativa. No caso específico de César Maia, segundo Saulo Queiroz, deverá ser explorada a implantação da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, que segundo o secretário é um dos expoentes da administração pefelista. ''A Guarda Municipal do Rio é uma inspiração dos dois'', diz o secretário, referindo-se a Maia e Moroni.

César Maia estará em Fortaleza no dia 22 de outubro. Além de tentar alavancar outras candidaturas, o sucesso eleitoral dele será utilizado pela cúpula do PFL na tentativa de reaglutinar o partido nacionalmente. Ele acertou a vinda a Fortaleza diretamente com o senador Bornhausen (SC), durante almoço ontem em Brasília.

Em relação à Imbassahy, a tática é ainda mais ousada: ''Salvador e Fortaleza têm muito em comum'', diz Saulo, ao justificar que se eleito, Moroni vai se beneficiar da ''transferência de experiência'' da capital baiana para Fortaleza. Ele cita o fato de as duas cidades estarem no Nordeste e de terem potencial turístico. ''Imbassahy mudou a cara de Salvador; ele foi um prefeito modelar'', elogia.

Outro fator contribui para que Moroni receba atenção especial do PFL: o senador César Borges, que concorre em Salvador com João Henrique (PDT), já conta com a estrutura carlista; o ex-governador Amazonino Mendes, em Manaus, é mais independente e pouco identificado com a direção do partido.