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O
presidente nacional do PT, José Genoino, disse que o partido agiu certo
ao apoiar o PC do B nas eleições à Prefeitura de Fortaleza e não
investir na petista Luizianne Lins. Ele também recusou-se a pedir
desculpas à candidata.
Luizianne foi boicotada pela cúpula do PT nacional desde que saiu como
candidata pelo partido por decisão do diretório municipal
--desobedecendo a uma determinação do diretório nacional, que havia
decidido pela coligação com Inácio Arruda (PC do B).
Sem o apoio do próprio partido, ela chegou ao segundo turno para
enfrentar Moroni Torgan (PFL).
Luizianne reuniu-se hoje com a Executiva Nacional do PT e com outros
candidatos petistas que estão no segundo turno. Antes do encontro,
Luizianne afirmou que "se o PT não atrapalhar a campanha, já é
grande coisa".
Genoino afirmou que, agora, a candidata terá todo o apoio e empenho do PT
para que vença as eleições e que três membros da Executiva Nacional
vão acompanhar a campanha em Fortaleza.
"O que a direção nacional do partido fez no primeiro turno foi
correto, porque um aliado histórico, estratégico [PC do B], merecia isso
do PT. O PT governa o Brasil numa aliança. Temos que dividir o poder com
parceiros e o PC do B tinha legitimidade histórica para fazer a
solicitação e fizemos o que estava ao nosso alcance", disse Genoino.
O presidente do PT afirmou que a direção nacional do partido "não
tem motivo para pedir desculpas" à candidata.
Genoino afirmou ainda que não vai entrar em discussão sobre o assunto.
"Não vou polemizar neste momento porque quero, sinceramente, ganhar
a eleição em Fortaleza." Uma avaliação da atitude do PT na
capital será feita após as eleições.
Encontro - Após o encontro, Luizianne afirmou que foi bem tratada
pelo partido, mas que espera ouvir um pedido de desculpas após o segundo
turno. "Até para que esse tipo de comportamento [do partido] não
volte a acontecer com nenhum outro candidato do PT", disse.
A petista afirmou também que "não houve detalhamento" na
reunião sobre a ajuda que o partido dará para sua campanha. Ela disse
que continuará usando a estrutura do primeiro turno e que não deseja
fazer uma campanha "ostentatória".
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