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  09 de outubro de 2004 - da redação em fortaleza  
  Genoino diz que PT agiu certo com Luizianne e não pedirá desculpas
 

O presidente nacional do PT, José Genoino, disse que o partido agiu certo ao apoiar o PC do B nas eleições à Prefeitura de Fortaleza e não investir na petista Luizianne Lins. Ele também recusou-se a pedir desculpas à candidata.

Luizianne foi boicotada pela cúpula do PT nacional desde que saiu como candidata pelo partido por decisão do diretório municipal --desobedecendo a uma determinação do diretório nacional, que havia decidido pela coligação com Inácio Arruda (PC do B).

Sem o apoio do próprio partido, ela chegou ao segundo turno para enfrentar Moroni Torgan (PFL).

Luizianne reuniu-se hoje com a Executiva Nacional do PT e com outros candidatos petistas que estão no segundo turno. Antes do encontro, Luizianne afirmou que "se o PT não atrapalhar a campanha, já é grande coisa".

Genoino afirmou que, agora, a candidata terá todo o apoio e empenho do PT para que vença as eleições e que três membros da Executiva Nacional vão acompanhar a campanha em Fortaleza.

"O que a direção nacional do partido fez no primeiro turno foi correto, porque um aliado histórico, estratégico [PC do B], merecia isso do PT. O PT governa o Brasil numa aliança. Temos que dividir o poder com parceiros e o PC do B tinha legitimidade histórica para fazer a solicitação e fizemos o que estava ao nosso alcance", disse Genoino.

O presidente do PT afirmou que a direção nacional do partido "não tem motivo para pedir desculpas" à candidata.

Genoino afirmou ainda que não vai entrar em discussão sobre o assunto. "Não vou polemizar neste momento porque quero, sinceramente, ganhar a eleição em Fortaleza." Uma avaliação da atitude do PT na capital será feita após as eleições.

Encontro - Após o encontro, Luizianne afirmou que foi bem tratada pelo partido, mas que espera ouvir um pedido de desculpas após o segundo turno. "Até para que esse tipo de comportamento [do partido] não volte a acontecer com nenhum outro candidato do PT", disse.

A petista afirmou também que "não houve detalhamento" na reunião sobre a ajuda que o partido dará para sua campanha. Ela disse que continuará usando a estrutura do primeiro turno e que não deseja fazer uma campanha "ostentatória".