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  09 de outubro de 2004 - da redação em fortaleza  
  Moroni costura alianças e diz que tem sete partidos na mira
 

Montado num discurso de parcerias administrativas e se dizendo sem limites ideológicos, o candidato do PFL à Prefeitura de Fortaleza, Moroni Torgan, avança firme nas costuras políticas em busca de apoio para o segundo turno. Ontem, o prefeiturável disse que pelo menos sete partidos estão na mira das negociações. Segundo ele, a coligação Nossa Fortaleza (PFL/PAN/PTC) deve bater o martelo e fechar alianças com o PSL, PHS, PSC e PCO, além de atrair setores do PSDB, PMDB e PDT.

No primeiro turno, cada um dos pequenos partidos que agora deve subir no palanque pefelista estava com candidatura própria: Francisco Caminha (PHS), Niélson Guimarães (PSC) e Antônio Vidal (PCO). O PSL estava na coligação puxada pelo prefeiturável derrotado Antônio Cambraia (PSDB). O anúncio oficial do pacote de siglas deve acontecer na próxima segunda-feira. O POVO apurou que a coligação trabalha com uma meta de no mínimo 30 vereadores eleitos fazendo a campanha para o pefelista.

''Não tenho nenhum radicalismo em termos de apoio'', disse Moroni, entre uma reunião e outra na sede do partido. A abertura ideológica para ganhar reforço político, diz ele, será extensiva à equipe administrativa, em caso de vitória no dia 31 de outubro. Ele nega que postos e cargos no Executivo municipal estejam sendo moeda de troca nas negociações. ''Não vamos fazer loteamento da Prefeitura''.

Ele admite, no entanto, que propostas de candidaturas derrotadas no primeiro turno poderão ser incorporadas ao seu programa de governo nesse segundo momento da disputa. Ele citou propostas como o IJF infantil, de Aloísio Carvalho (PMDB), o processo de licitação pública e prestação de contas na internet, de Heitor Férrer (PDT), e a proposta de saúde em três turnos, de Inácio Arruda (PCdoB).

Moroni diz que apesar das diferenças pragmáticas entre PFL e o PT, seu partido não vai embarcar na disputa ideológica. ''O povo de Fortaleza não está preocupado com ideologia'', afirma o prefeiturável. ''O povo de Fortaleza está preocupado é com quem vai fazer uma gestão que lhe dê uma qualidade de vida'', completa. Ele afirma que vai continuar batendo na tecla do combate à corrupção e ao desperdício na propaganda eleitoral gratuita, que recomeça na segunda-feira.

Moroni Torgan se mostrou empolgado com a estratégia de o prefeito eleito do Rio de Janeiro, César Maia, e o atual prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy, entrarem na campanha. Os dois correligionários atuarão como cabos eleitorais em Fortaleza, dando depoimentos sobre administrações do PFL em seus respectivos municípios. ''Eles foram considerados os melhores prefeitos do Brasil; isso mostra que o PFL tem uma gestão moderna e inovadora''.