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  15 de outubro de 2004 - da redação em fortaleza  
  Aliados de Eunício levam apoio a Moroni
 

Terminada a reunião dos dirigentes peemedebistas, ontem à tarde, todos os integrantes do partido ligados ao ao ministro das Comunicações, Eunício Oliveira foram até à sede regional do PFL declarar apoio ao candidato Moroni Torgan. O candidato cancelou um bandeiraço para esperar a visita do pessoal. O secretário do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, disse aos presentes que onde o prefeito Juraci Magalhães (PMDB) estivesse eles não estariam. Quem esteve ontem, no final da tarde, no comitê de Moroni foi o advogado do PPS, Hélio Parente, ligado ao ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. O ex-deputado Oamam Carneiro, pessoa ligada diretamente ao ministro Ciro, já havia anunciado que votará em Moroni, neste segundo turno.

O deputado Moroni Torgan agradeceu o apoio dos peemedebistas, mas ressaltou: ´Fico feliz de receber o apoio da ala não comprometida com Juraci, mas a ala mais ligada a Eunício Oliveira. Esse apoio reforça nossa campanha para transformar Fortaleza´, disse o candidato, ressaltando a amizade de longas datas com Paulo Lustosa, auxiliar direto de Eunício, no ministério das Comunicações.

Moroni afirmou para os peemedebistas que deseja fazer uma administração competente, honesta e plural. Foram levar o apoio a Moroni Torgan: Gaudêncio Lucena, Carlos Gualter, Abdenago Oliveira (presidente da Comissão Interventora), Paulo Lustosa e os deputados Jaziel Pereira, Sávio Pontes, Guaracy Aguiar e Manoel de Castro Neto.

Sávio Pontes disse que o apoio a Moroni era incondicional. ´Não tivemos nenhuma conversa. Estamos apoiando porque é o melhor para Fortaleza. As questões posteriores à vitória serão discutidas posteriormente´, explicou. Paulo Lustosa revelou que decidiu votar em Moroni antes mesmo do partido. Ele só não externou o seu apoio porque o ministro Eunício Oliveira pediu que esperasse o posicionamento da agremiação.

Paulo Lustosa disse que a posição do grupo não significava a adesão do ministro Eunício Oliveira a quem, sobre o assunto, deveria ser dirigido a pergunta. ´Agora acho estranho o grupo do outro lado não ter procurado os dois ministros do Governo Lula, Eunício e Ciro Gomes, que vêm de um apoio ao PT. Seriam dois grandes trunfos e essas pessoas foram isoladas´, ressaltou.

Paulo Lustosa disse ainda que o PMDB buscou a unidade. Ele criticou o prefeito Juraci Magalhães que tomou a decisão de apoiar Luizianne Lins sem ouvir ninguém. ´São posições bem distintas. Para nós, onde ele (Juraci) estivesse nós não estaríamos´. afirmou. O deputado Guaracy Aguiar disse que dois fatores contribuíram para o grupo apoiar Moroni: a manutenção da aliança feita em 2002 com o PFL e o peso eleitoral que os deputados têm em Fortaleza.

O deputado Manoel de Castro Neto elogiou a postura democrática de Eunício Oliveira como presidente regional do partido. ´Nós sabemos que a situação dele é delicada. Mas atendeu aos nossos apelos para que fôssemos liberados e seguíssemos as nossas consciências. Nós pedimos para vir para o seu lado, Moroni´, disse dirigindo-se ao candidato.

Moroni Torgan tinha agendado para o final da tarde de ontem um bandeiraço na avenida Perimetral. Cancelou para receber a visita dos peemedebistas ligados ao ministro Eunício Oliveira. Moroni passou a manhã e quase a tarde toda na produtora gravando para o programa de televisão. Antes da manifestação de ontem, alguns outros peemedebistas já haviam garantido apoio à Moroni, a partir do presidente da Câmara, Carlos Mesquita.