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Durou pouco o pacto de não agressão
entre os candidatos Moroni Torgan (PFL) e Luizianne Lins (PT) na disputa
pelo segundo turno na capital cearense.
No programa de Torgan foi utilizado um
humorístico local, que através de termos populares, faz críticas a
proposta de Luizianne para os homossexuais caso seja eleita prefeita. A
petista propõe que o assunto seja tratado de forma positiva nas escolas.
Já o personagem, no programa de rádio de Moroni, diz que se eleita, ela
iria "ensinar o lado bom do homossexualismo".
Ainda no programa, uma "mãe"
diz que se isso acontecer vai tirar o filho da escola. "Ele tem
apenas sete anos; não tem idade para isso", justifica.
A coordenação de campanha da petista
entrou na quarta-feira com o primeiro pedido de direito de resposta no
horário eleitoral gratuito de rádio, por considerar a propaganda
"agressiva" e "maledicente".
A polêmica em torno do posicionamento de
Luizianne em relação ao homossexualismo foi iniciada pelo candidato
derrotado do PSC à prefeitura, Niélson Queiroz. Em uma entrevista
coletiva na última segunda-feira, ele anunciou o apoio a Torgan, por ser
contra a livre expressão sexual, que seria pregada pela candidata
petista.
Queiroz afirmou que sua decisão seria
respaldada pela Bíblia, rechaçando que se tratasse de preconceito.
"Não é questão de discriminação, é questão de ideologia. A
Bíblia diz que é pecado."
Respaldado por manifesto assinado pelo
Movimento Evangélico de Fortaleza, ele questiona no programa de Luizianne
17 itens em defesa dos direitos de gays, lésbicas e bissexuais.
Para tentar contrapor a estratégia
adversária, Luizianne tem intensificado os comícios nos bairros mais
populares, onde não teve boa votação no primeiro turno e poderia ser
afetada pelos novos ataques. Nesses locais, a candidata tem chamado Torgan
de o novo Fernando Collor de Mello, em referência ao ex-presidente.
Diferentemente do seu programa gratuito e
de apoiadores, Torgan prefere não polemizar sobre o assunto. "O que
eu posso dizer é que eu posso discordar das idéias, mas defendo até o
fim o direito de expressão."
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