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Num ato recheado de expressões de
solidariedade à livre expressão sexual, Luizianne Lins definiu como
''fascista'', ''preconceituoso'' e ''atrasado'' o projeto político de
Moroni Torgan (PFL). Segundo a petista, sua proposta de educação sexual
tem, entre outros objetivos, respeitar a diversidade sexual e implantar
programas que visem ao combate à prostituição infantil e gravidez
precoce.
''Eu tenho muito orgulho de meu programa
de governo'', declarou a candidata. Ela vinculou os ataques à proposta de
educação sexual a um ato de agressão às mulheres. ''Somos um pouco
mais da metade e somos a mãe da outra parte''.
A candidata do PT lembrou o pacto de não
agressão acertado entre as duas candidaturas, junto à Justiça
Eleitoral, no início do segundo turno. Ao se referir ao coordenador da
campanha do PFL, Edgar Fuques, que representou a coligação no Tribunal
Regional Eleitoral, Luizianne disse que ele já foi acusado de torturador.
Ela diz não querer baixaria na campanha.
Na mesma linha de contra-ataque da
candidata, a deputada estadual Iris Tavares afirmou que o PFL está
querendo fazer com Luizianne em Fortaleza o que segundo ela o partido de
Moroni fez com ela em Juazeiro do Norte, na campanha de 2000. Candidata
derrotada naquele pleito pelo atual prefeito Carlos Cruz (PFL), Iris
afirmou que os pefelistas ''espalharam o boato de que se o PT ganhasse a
eleição a estátua do Padre Cícero ia ser pintada de vermelho''.
A parlamentar disse que se Luizianne
ganhar em Fortaleza, ela vai se sentir vingada. Iris diz que a ''corja
maldita'' de Moroni está apostando na imoralidade. ''Não vai ser esse
bruguelo que vem lá do Rio Grande do Sul que vai desrespeitar a gente'.
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